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Resumo Escrito
1. Porque Socializar
Socializar não é uma escolha
Para muitos essa pode parecer uma pergunta estúpida, como se fosse óbvio nos termos de socializar, mas eu acho ela uma pergunta muito justa. Socializar é díficil, desgastante, estressante, e frequentemente mais atrapalha do que ajuda. Mas isso normalmente acontece quando o foco fica nas pessoas erradas, a verdade é que socializar é inevitável, mas por quê?
Humanos são animais grupais por natureza, e muito da nossa força se baseia no fato de que milhares de humanos podem colaborar com um objetivo comum. Na pré-história, era comum que todos os integrantes de um grupo fizessem tudo, todos caçavam, todos coletavam e faziam as mesmas atividades. Foi só quando algumas pessoas se mostraram excelentes caçadoras e outras excelentes escultoras que o jogo mudou.
Se você quiser crescer sozinho, vai ter de fazer tudo, mesmo as coisas que você não é bom. Se você tiver pessoas de confiança, pode focar em fazer o que você faz de melhor. Especialização e colaboração são tudo.
Early humans who banded together in groups were more successful than solitary individuals.
Colaboração Permite Especialização
As hunter-gatherer tribes grew in size, they developed division of labor, trade, and new technologies.
JP sanidade pelo grupo
1. In expressing ourselves, we observe how people respond a. Positive responses tell us what we're doing right b. Negative responses indicate what we could improve 2. This feedback helps shape our sense of identity and place in the group
Socialização é Comunicação
A. To socialize means to interact and engage with others 1. All interaction involves some form of communication a. Whether verbal language, body language, facial expressions, etc. 2. Without communication there can be no social bonds or relationships
II. All human actions communicate some message
A. Even when we say nothing, our very presence communicates something 1. Are body language, facial expressions, and mannerisms sending a message 2. Others interpret these non-verbal cues whether we intend it or not B. Choosing not to communicate still communicates avoidance or disinterest 1. Withdrawing can damage relationships and social standing 2. Opting out still conveys something about our priorities
Ideia de q vc se comunica qrendo ou n ent melhor oi fzr bem
2. Algo d escassez
1. O que a Maioria Faz
O título deste capítulo pode parecer óbvio, quem em sã consciência chutaria uma colméia com o intuito de colher mel? Quem pisaria em um broto de árvore esperando colher seus frutos? Nós, nós o fazemos diariamente quando criticamos e condenamos. 99 em 100 vezes as pessoas não se condenam, elas se consideram mal-compreendidas e pensam “não vejo como poderia ter feito diferente”,pois, muitas vezes, as pessoas são realmente mal compreendidas, a crítica é inútil pois coloca a pessoa na defensiva, fazendo com que foque em tentar se justificar, ela fere a pessoa e gera mágoas que perduram a vida toda, isso se a pessoa não sentir a necessidade de criticar de volta para se sentir retribuída. Quando tratarmos com pessoas, devemos nos lembrar que não estamos lidando com seres lógicos, e sim, sentimentais com histórias, ego e justificativas que não conhecemos para eles terem agido como agiram, não só por serem pessoas com personalidades muito específicas, mas também por não conhecermos as experiências de vida que levaram a pessoa aquilo. Criticar sem entender gera grande ressentimento, sempre assuma que a pessoa que você está ouvindo sabe algo que você não sabe. Nós nos esquecemos de muita coisa, mas nunca nos esquecemos de como as pessoas fizeram nos sentirmos, pense nas vezes que você foi criticado, criticado por alguém que não se interessou em entender o porquê de seu erro, lembre de como você se sentiu, é esse sentimento que estamos tentando evitar.
O ponto interessante do caso, será esta atitude incomum entre as pessoas? Leia o seguinte: “Eu passei os melhores anos da minha vida dando às pessoas os melhores prazeres, ajudando-as a se divertir, e tudo o que consegui com isso foi abuso como se fosse um homem caçado”. Foi Al Capone quem disse isso. Capone não se condenava. Se sentia um benfeitor público, um benfeitor público mal apreciado e mal compreendido, somente criminosos se sentem assim? Não, todos somos heróis em nossa própria história.
Qual foi o segredo do sucesso de Lincoln com as pessoas? Estudei a vida de Abraham Lincoln por 10 anos, dediquei 3 anos inteiros escrevendo e reescrevendo um livro intitulado: Lincoln, o desconhecido. Creio ter feito o mais detalhado e exaustivo estudo sobre a personalidade de Lincoln e sua vida no lar que alguém já fez. Fiz um estudo especial do método de Lincoln para lidar com as pessoas. Ele criticava? Oh, sim. Quando ainda jovem, não só criticou mas escreveu cartas e poemas ridicularizando pessoas. Uma delas provocou ressentimentos que duraram toda a vida. Mesmo depois de estar advogando em Springfield, Illinois, ele atacava seus adversários abertamente em cartas nos jornais, mas ele fez isso mais do que devia.
No outono de 1842, ridicularizou um político irlandês chamado James Shields. Lincoln o satirizou numa carta anônima publicada no Springfield Journal. A cidade riu às gargalhadas. Shields, sensível e orgulhoso, foi presa fácil da indignação. Descobriu o autor da carta, montou no seu cavalo, procurou Lincoln e o desafiou para um duelo. Lincoln não queria lutar. Era contra os duelos, mas não pôde recusar, pois se tratava de sua honra. Confiando em seus braços longos, escolheu as espadas da cavalaria;e teve aulas com um graduado de West Point. No dia designado, ele e Shields se encontraram num trecho de areia do rio Mississipi, dispostos a lutar até a morte, mas no último minuto, espectadores interromperam. Este foi o mais triste incidente pessoal da vida de Lincoln. Foi, porém, para ele, uma valiosa lição na arte de lidar com as pessoas. Nunca mais escreveu uma carta ofensiva. Nunca mais ridicularizou ninguém. E, daquele momento em diante ele quase não criticou qualquer pessoa por coisa alguma.
A crítica fez com que o sensível Thomas Hardy, um dos mais finos romancistas que já apareceram na literatura inglesa, abandonasse para sempre sua paixão. A crítica levou Thomas Chatterton, o poeta britânico, ao suicídio. Benjamin Franklin, um tanto descontrolado na sua juventude, tornou-se tão diplomático, tão hábil em lidar com as pessoas, que foi nomeado embaixador americano na França. O segredo do seu sucesso? “Não falarei mal de ninguém”, disse ele, “... e falarei só das coisas boas que eu conheço das pessoas.” Qualquer tolo pode criticar, condenar e queixar-se, e a maioria dos tolos faz justamente isso. Mas é preciso ter caráter e autocontrole para ser compreensivo. “Um grande homem demonstra sua grandeza”, disse Carlyle, “pelo modo como trata os pequenos.” Se você e eu queremos criar um ressentimento amanhã que irá perdurar até a morte é só fazermos uma crítica dolorosa, não importa o quanto nós pensamos que ela seja justificada.
Geralmente os pais são tentados a criticar os seus filhos. Você esperava que eu dissesse: “não faça isso”, mas não o farei, eu direi simplesmente: ‘antes de criticá-los, leiam um dos clássicos do jornalismo americano, Father Forgets (O pai perdoa).”O pai perdoa” é um daqueles artigos que foram criados em um momento de profunda sinceridade e clareza mental, toca os sentimentos dos leitores que vêem suas vidas no texto que continua a repercutir dentro deles, a ponto de se tornar uma leitura inesquecível, eu sou um desses leitores.
2. O que devemos Fazer
Só há 1 forma para conseguir que alguém faça algo. Esta forma é fazer com que a pessoa queira fazer isso. Você pode ameaçar as pessoas para que façam algo, obrigá-las ou enganá-las, porém todos estes métodos têm consequências horríveis na mente da pessoa, na sua e em sua relação. O único jeito de fazer alguém querer fazer algo é dando a pessoa o que ela quer, mas o que será que todos queremos? Quase todas as pessoas desejam:
1. Saúde
2. Sono e descanso
3. Dinheiro e as coisas que o dinheiro pode proporcionar.
4. Ter seus sonhos para sua vida no futuro
6. Satisfação amorosa
7. O bem-estar das pessoas que importam para elas
8. Se sentir importante
A maior parte das pessoas tem quase todas essas coisas, menos uma delas, a sensação de que se é importante. “Se alguém quer algo, pode ser somente por 2 motivos: a necessidade sexual e o desejo de ser grande” - Freud, assim como Freud, John Dewey afirmou que é de nossa natureza querer se sentir importante, William James disse: “O mais profundo princípio da natureza humana é a ânsia de ser apreciado”. Nosso desejo de se sentir importante está intimamente entrelaçado com nossas ambições, desejos, sentido e propósito na vida. Se você me disser o que o faz se sentir importante eu lhe direi quem você é. Isto determina o seu caráter. É a coisa mais significativa sobre você. John D. Rockefeller satisfazia seu desejo de se sentir importante dando dinheiro para construir um hospital moderno na China, para cuidar de milhões de pessoas pobres, as quais nunca viu nem verá. Dillinger, por outro lado, satisfazia o desejo de ser importante sendo um criminoso temido.
Existem mais pacientes sofrendo das doenças mentais nos hospitais dos Estados Unidos que de todas as outras doenças juntas. Qual a causa da insanidade? Ninguém sabe exatamente a causa, sabemos que certas doenças e acidentes podem prejudicar a sanidade de alguém, como a sífilis que ataca as células do cérebro, danificando-as e causando a insanidade, porém, 50% dos pacientes que sofrem de doenças mentais nos EUA têm cérebros perfeitamente saudáveis, iguais ao seu e o meu. Por que estas pessoas ficaram insanas? O médico-chefe de um dos nossos mais importantes hospitais psiquiátricos, que recebera as mais altas honrarias e os mais ambicionados títulos pelo valor dos seus conhecimentos no campo da psiquiatria, confessou-me, com toda a franqueza, que ele não sabia fisicamente porque estas pessoas se tornavam insanas. Mas disse que muitas pessoas ficam assim porque encontram na insanidade, um sentimento de importância que sempre desejavam e que não encontraram no mundo físico. Se tantas pessoas chegam a este ponto por não se sentirem importantes, apreciadas, imagine o bem que podemos fazer dando um pouco de apreciação às pessoas.
Um dos primeiros homens nos Estados Unidos a receber um salário superior a 1 milhão de dólares anualmente (numa época em que não havia imposto de renda e que alguém que recebesse 50 dólares semanais estava muito bem) foi Charles Schwab. Andrew Carnegie o escolheu para ser o primeiro presidente da United States Steel Company, em 1921, quando Schwab tinha apenas 38 anos . (Posteriormente Schwab deixou a US Steel e foi dirigir a Bethlehem Steel Company, então em má situação, e fez dela uma das empresas mais bem sucedidas dos Estados Unidos.) Por que Andrew Carnegie pagava a Schwab mais de 3 mil dólares por dia? Por quê? Por que Schwab era um gênio? Não. Por que ele conhecia mais sobre a manufatura do aço que outras pessoas? Tolice. Charles Schwab disse que tinha muitos homens trabalhando para ele que conheciam mais sobre a manufatura do aço que ele. Schwab disse que a razão de receber um salário tão elevado era a sua habilidade em lidar com as pessoas. Foi perguntado como conseguia, eis o segredo, exposto por suas próprias palavras, palavras que deveriam ser gravadas eternamente e postas em cada lar e escola, em todas as lojas e em todos os escritórios da terra, palavras que as crianças deviam entender ao invés de decorar a conjugação dos verbos em latim ou a quantidade da chuva anual no Brasil, palavras que transformarão a sua e a minha vida por completo, caso nós resolvamos a segui-las: “Considero a minha capacidade de despertar o entusiasmo entre as pessoas”, disse Schwab, ‘a maior força que tenho, e a melhor forma de desenvolver o melhor que há em alguma pessoa é a apreciação e o encorajamento”, então fico ansioso por elogiar, mas tenho aversão por criticar, se gosto de algo sou sincero na minha aprovação e generoso em meus elogios. Isso é o que Schwab faz, mas o que a maioria faz? Exatamente o oposto, se eles não gostam de algo dão uma bronca nas pessoas, se gostam, não dizem nada. Alimentamos os corpos de nossos filhos, amigos e empregados com bifes e batatas, acharíamos um absurdo alguém deixar seu filho 1 dia se quer sem alimento, porém deixamos as pessoas que gostamos, dias, semanas e até meses sem apreciação sincera pelas coisas que elas fazem por nós.
Paul Harvey, num de seus programas de rádio, “O resto da história”, mostrou como uma apreciação sincera consegue mudar a vida de uma pessoa. Contou que, anos atrás, uma professora de Detroit pediu a Stevie Morris para ajudá-la a encontrar um rato que estava solto na sala de aula. Entenda: ela apreciava o fato de que Stevie tinha algo que ninguém mais tinha naquela sala. Stevie tinha um par de ouvidos excepcionais para compensar o fato de que era cego. De fato, aquela foi a primeira vez que alguém reconhecia seus ouvidos talentosos. Hoje, décadas depois, ele afirma que aquele ato de reconhecimento foi o início de uma nova vida. A partir daquele momento, ele desenvolveu seu dom auditivo e prosseguiu para se tornar, sob o nome artístico de Stevie Wonder, um dos maiores cantores e escritores de música pop.
É importante assegurar que falamos aqui de apreciação sincera, nunca de bajulação, qual a diferença? É simples. Um é sincero e o outro não. Um vem do coração; e o outro da boca para fora. Um é altruísta; o outro é egoísta. Um é admirado por todos; o outro é condenado por todos. Da próxima vez que você gostar do filet mignon que comer no restaurante do clube, peça ao garçom para dizer ao cozinheiro que ele estava excelente, e quando um vendedor cansado se mostrar de uma gentileza incomum, não esqueça de mencioná-la. Experimente deixar um rasto amistoso de pequenas centelhas de gratidão à sua passagem. Você se surpreenderá em ver como elas acendem chamas de amizade que alumiarão sua trajetória numa próxima visita. Às vezes deixamos de fazer um elogio a um filho quando nos apresentam suas boas notas, e deixamos de incentivar nossas crianças quando fazem algo pela primeira vez ou pedem nossa atenção. Nada alegra mais uma criança que este tipo de elogio e de interesse por parte dos pais, tudo que as crianças querem é isso, que nós demos amor a elas, isto é o que todos querem, pense em momentos felizes da sua infância. Pense também nisso, este é um dogma que levo para minha vida ”Passarei por esta vida só uma vez; por isso, se existe qualquer bem ou qualquer gesto de bondade que eu possa fazer em benefício do ser humano, que eu faça já. Que eu não o adie ou negligencie, pois por aqui jamais passarei de novo”. Façamos um elogio honesto e sincero e Sejamos ‘sinceros em nossa aprovação e generosos em nossos elogios” e as pessoas lembrarão nossas palavras, guardando-as e repetindo-as durante toda a vida, repetindo-as anos depois, quando você já as tiver esquecido”. “podem me tirar tudo que eu tenho, menos as coisas boas que eu fiz pelas pessoas”
PRINCÍPIO 2 Demonstre apreciação honesta e sincera.
Como Começar na Comunicação
Comunicação é sobre entender a outra pessoa
em tempos da guerra respondeu que podia atribuir a sua permanência no poder apenas a uma coisa, ele ter aprendido que “era necessário preparar o anzol com aquilo que o peixe quer”, mas o que isto significa? Quando pescamos não colocamos chocolate no anzol, colocamos minhocas, elas podem ser nojentas para nós, mas não estamos pensando em nós, não estamos nos colocando no lugar do peixe, estamos pensando no peixe. Você está interessado no que quer. Está eternamente interessado nisso. Mas apenas você. Ninguém mais. O resto das pessoas não é diferente. Estamos todos interessados no que nós queremos , temos de pensar no que os outros querem, conhecer eles, falarmos sobre o que eles querem, termos empatia. Se, por exemplo, você não quiser que o seu filho fume, não brigue com ele, e não fale sobre o seu desejo, mostre a ele que os cigarros vão afastá-los daquele time de futebol que ele tanto quer, ou dos 100 metros, o que importa é que seja algo que ele queira, não o que você quer pra ele.
A analogia de Sun Tzu também se aplica a vida cotidiana, conhecendo a si mesmo e o outro é possível agir da maneira correta, porém isto só é possível se você utilizar seu conhecimento dos outros quando você quiser que alguém faça alguma coisa, antes começar o assunto pergunte a si mesmo: “Como posso fazer com que ela queira fazer isso?” Uma pergunta assim evitará arrependimento com as coisas que falamos para os outros. Aqui está um dos melhores conselhos já dados sobre lidar com pessoas: ‘se há algum segredo de sucesso”, disse Henry Ford, “está na capacidade de entender o ponto de vista da outra pessoa e ver as coisas tão bem pelo ponto de vista dele como você vê pelo seu ponto de vista”, isto é, verdadeiramente conhecer alguém. Com isso é possível prever quais decisões a pessoa tomaria em dada circunstância, se ela concordaria com você e como você deve tratá-la, você terá uma nova fonte de conhecimento e suporte em decisões, mesmo com a pessoa ausente, você será capaz de pensar, “o que ela faria se estivesse em meu lugar?”. Não é fácil conhecer alguém a este ponto, porém é algo valioso que deve ser implementado. Se depois de ler este livro você começar a tentar sempre pensar do ponto de vista das outras pessoas, isto facilmente resultará em uma melhor qualidade de vida, maior paz em relações com os outros e oportunidades antes inimagináveis.
Como posso harmonizar o que ele quer com o que eu quero?. “Uma vez aluguei o grande salão de bailes de um hotel em Nova York 20 noites em cada estação para realizar uma série de palestras. No começo de uma estação, fui subitamente informado de que teria de pagar 3 vezes mais que o preço anterior. Tal notícia chegou depois de já ter imprimido todos os ingressos e feito todos os anúncios. Naturalmente, eu não queria pagar o aumento, mas, de que adianta falar com o hotel sobre o que eu queria? Eles estavam interessados apenas no que eles queriam. Alguns dias depois fui ver o gerente. “Fiquei um tanto chocado ao receber sua carta”, eu disse , “mas, não estou te culpando por nada . Se eu estivesse no seu lugar, provavelmente teria enviado uma carta idêntica”. Seu dever como gerente do hotel é conseguir todos os lucros possíveis. Se você não fizesse isso, você poderia ser despedido. ‘Agora, vamos pegar uma folha de papel e escrever as vantagens e as desvantagens que eu lhe ofereço, se insistir em aumentar o aluguel”. Então peguei uma folha de papel e fiz uma linha no centro, separando o papel entre 2 partes, uma coluna “Vantagens” e a outra “Desvantagens”. Escrevi em “Vantagens” as seguintes palavras: ‘salão de baile livre”. Então acrescentei: “ Você tem a vantagem de ter o salão de bailes livre para alugar para danças e convenções. Essa é uma grande vantagem porque assim você pode cobrar mais do que você cobra por uma série de palestras. Se eu alugo o seu salão de bailes durante vinte noites no curso da estação, certamente você perderá negócios muito rentáveis”. Agora, vamos considerar as “desvantagens”. Primeiro, em vez de aumentar a sua renda comigo,você irá diminuí-la, de fato, ela irá acabar , pois eu não posso pagar o aluguel que está me pedindo. Serei obrigado a realizar as minhas palestras em outro lugar. “Há ainda outra desvantagem para você. Essas palestras atraem multidões de gente educada e culta ao seu hotel. É uma boa propaganda para você , não é? De fato, se você gastasse 5 mil dólares em anúncios nos jornais jamais conseguiria trazer tanta gente para ver seu hotel, como trarão minhas palestras. Isso vale muito ao hotel, não é ?” Enquanto falava, escrevi as 2 desvantagens e dei o papel ao gerente, dizendo: “Gostaria que você considerasse as vantagens e as desvantagens para você e depois me informe sua decisão final”. No dia seguinte, recebi uma carta, comunicando que o aluguel seria aumentado apenas em 50% e em vez de 300% . Pense bem. Consegui esse desconto sem dizer uma palavra sobre o que eu queria. Falei todo o tempo sobre o que a outra pessoa queria e como poderia consegui-lo. Suponhamos que eu tivesse feito o que é natural e humano: que tivesse entrado furioso no gabinete do gerente e tivesse dito: “Como você ousa aumentar meu aluguel em 300% quando você sabe muito bem que os ingressos estão prontos e os anúncios já foram feitos? 300%! Isso é ridículo! Absurdo! Não vou pagar isso!” O que teria acontecido então? Uma discussão teria começado o que teria aumentando a raiva e a tensão, começaria uma discussão, e você sabe como acabam as discussões. Mesmo que eu tivesse convencido de que ele estava errado, o seu orgulho não permitiria que ele voltasse atrás.
Não compreendem que nem você nem eu queremos comprar coisa alguma. Se quiséssemos, compraríamos. Mas estamos eternamente interessados nos nossos problemas. E, se um vendedor é capaz de mostrar-nos como seus serviços ou suas mercadorias podem ajudar-nos a resolver nossos problemas, não precisa nos vender coisa alguma. Nós compraremos. E todo freguês gosta de sentir que está comprando nunca que lhe estão vendendo. Gostamos de pensar que a decisão foi nossa, nunca que outra pessoa nos convenceu.
Owen D. Young disse: “Aquele que pode colocar-se no lugar de outros, que pode compreender como as suas mentes funcionam, não precisam ter medo do futuro.” Leia novamente esta frase, pois é digna de um gênio, se entendermos como as pessoas pensam, não precisamos temer o futuro, pois sob qualquer situação, podemos prever a reação da pessoa a ela, mesmo quando o outro não estiver conosco, podemos consultá-lo e entender o que ele faria em dada situação, ao atingir este estado, esta pessoa continua viva dentro de nós. Se depois de ler este livro você começar a tentar ver as coisas do ponto de vista das outras pessoas, se obtiver só isso, isto se provará um dos marcos de sua vida.
Os Pilares para entender a outra pessoa
- observação;
- sentimento;
- necessidades;
- pedido.
o que estamos vendo os outros dizerem ou fazerem que é enriquecedor ou não para nossa vida? O truque é ser capaz de articular essa observação sem fazer nenhum julgamento ou avaliação — mas simplesmente dizer o que nos agrada ou não naquilo que as pessoas estão fazendo. Em seguida, identificamos como nos sentimos ao observar aquela ação: magoados, assustados, alegres, divertidos, irritados etc. Em terceiro lugar, reconhecemos quais de nossas necessidades estão ligadas aos sentimentos que identificamos aí. Temos consciência desses três componentes quando usamos a CNV para expressar clara e honestamente como estamos.
por exemplo: “Roberto, quando eu vejo duas bolas de meias sujas debaixo da mesinha e mais três perto da TV, fico irritada, porque preciso de mais ordem no espaço que usamos em comum”. Ela imediatamente continuaria com o quarto componente — um pedido bem específico: “Você poderia colocar suas meias no seu quarto ou na lavadora?” Esse componente enfoca o que estamos querendo da outra pessoa para enriquecer nossa vida ou torná-la mais maravilhosa. Assim, parte da CNV consiste em expressar as quatro informações muito claramente, seja de forma verbal, seja por outros meios. O outro aspecto dessa forma de comunicação consiste em receber aquelas mesmas quatro informações dos outros. Nós nos ligamos a eles primeiramente percebendo o que estão observando e sentindo e do que estão precisando; e depois descobrindo o que poderia enriquecer suas vidas ao receberem a quarta informação, o pedido. À medida que mantivermos nossa atenção concentrada nessas áreas e ajudarmos os outros a fazerem o mesmo, estabeleceremos um fluxo de comunicação dos dois lados, até a compaixão se manifestar naturalmente: o que estou observando, sentindo e do que estou necessitando; o que estou pedindo para enriquecer minha vida; o que você está observando, sentindo e do que está necessitando; o que você está pedindo para enriquecer sua vida...